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    Entre 76,3 mil inscritos no exame, 16,6 mil são autodeclarados pretos e pardos, diz universidade. Opção de cotas foi feita por 9,1 mil e coordenador cita 'novidade' e perfil como fatores do índice. Mensagem colocada em campus da Unicamp, à época em que proposta foi discutida Sofia Bonuccelli A opção pelas cotas no vestibular 2019 da Unicamp foi deixada de lado por 45% dos estudantes inscritos autodeclarados pretos e pardos, segundo a comissão organizadora (Comvest). O total representa 9,1 mil entre os 16,6 mil candidatos deste grupo, e 12% do total de 76,3 mil candidatos que buscam uma vaga na universidade. Este é o primeiro ano em que a instituição aplica esta e novas modalidades de ingresso que visam elevar a inclusão social nos cursos de graduação. O coordenador executivo da comissão, José Alves de Freitas Neto, admite que o índice ficou abaixo do esperado pela universidade porque a projeção inicial era de que 80% dos autodeclarados optassem pelo sistema, o que resultaria em 13,3 mil beneficiados. Para ele, duas hipóteses podem ser consideradas, incluindo as eventuais dificuldades para conhecimento dos candidatos sobre o novo modelo disponível e a diferença dele para os aplicados por outras instituições públicas. "Na maioria das federais e USP ele não permite que o candidato transite pela ampla concorrência, aqui não é assim. Muitos talvez não tenham tido conhecimento sobre o sistema da Unicamp, então a expectativa é de aumento no próximo ano", explica Alves. Novo modelo de vestibular reduz inscritos, mas dispara concorrência Com isso, caso o candidato não consiga se classificar no grupo de 25% das vagas reservadas - 15% pelo vestibular e 10% pela nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) - ele segue na lista geral do processo seletivo e pode ser beneficiado, caso tenha indicado no momento da inscrição, pelo Programa de Ação Afirmativa e Inclusiva (Paais). O Paais concede 40 pontos à nota final de cada fase do exame para quem cursou todo o ensino médio na rede pública, e 20 pontos para os que fizeram todo o ensino fundamental II em unidades públicas, informou a Unicamp. A outra possibilidade, destaca o professor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), está relacionada ao perfil dos candidatos que optaram por rejeitar uso das cotas no processo seletivo. "É um dado que merece ser trabalhado e conversado com os candidatos. A maior parte dos que não optaram vem de alta renda, estudou em escola privada e tem perfil sociocultural mais elevado. Neste grupo, pode ser que não queiram ser identificados como cotistas", afirma Alves. A Unicamp oferece 3,3 mil vagas em 69 cursos, nos campi de Campinas, Piracicaba e Limeira. Mais concorridos Os cinco cursos mais procurados nesta edição reúnem 36,2 mil candidatos, dos quais 8,2 mil são autodeclaros pretos e pardos (22,6%). Deste total, 4,4 mil (12,1%) optaram pelas cotas no vestibular: Medicina (integral) Inscritos: 29.038 Candidato/vaga: 330 Autodeclarados: 6.697 (23,1%) Cotas: 3.563 (12,3%) Arquitetura e urbanismo (noturno) Inscritos: 2.458 Candidato/vaga: 102,4 Autodeclarados: 549 (22,3%) Cotas: 303 (12,3%) Ciências biológicas (integral) Inscritos: 2.025 Candidato/vaga: 57,9 Autodeclarados: 362 (17,9%) Cotas: 195 (9,6%) Comunicação social-Midialogia (integral) Inscritos: 1.201 Candidato/vaga: 54,6 Autodeclarados: 237 (19,7%) Cotas: 141 (11,7%) Ciência da computação (noturno) Inscritos: 1.562 Candidato/vaga: 39,1 Autodeclarados: 376 (24,1%) Cotas: 213 (13,6%) Formato mantido Os modelos das provas no vestibular 2019 serão iguais ao da edição anterior. Veja cronograma: A primeira fase será realizada em 18 de novembro. Ela será composta por 90 questões de múltipla escolha nas disciplinas de língua portuguesa e literaturas de língua portuguesa, matemática, história, geografia (inclui filosofia e sociologia), física, química, biologia, inglês, além de interdisciplinares. O tempo será de até cinco horas, informou a Comvest. As provas da segunda fase serão em janeiro e cada uma terá duração máxima de quatro horas: 13/01 - Redação e prova de língua portuguesa e literaturas de língua portuguesa 14/01 - Matemática, geografia e história 15/01 - Física, ciências biológicas e prova de química De acordo com a Comvest, as avaliações de habilidades específicas serão entre 21 e 25 de janeiro, com exceção aos cursos de música: neste caso, elas são divididas em duas etapas - a primeira, de 10 a 17 de setembro deste ano; e a segunda entre os dias 14 e 15 de outubro. Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
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    Relação candidato x vaga em medicina salta de 278,9 para 330. Este ano será o primeiro em que haverá divisão de aprovados: 80% no processo tradicional e 20% pelo Enem. Vista aérea da Unicamp, em Campinas Antoninho Perri/Ascom/Unicamp A concorrência por um lugar na Unicamp "disparou" no Vestibular 2019, primeiro em que há divisão de 80% das cadeiras para o processo seletivo e 20% no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). São 76.312 inscritos na disputa por 2.589 vagas em 69 cursos. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (21). O número de inscritos é 8,9% menor que o ano anterior, quando houve recorde de 83,7 mil candidatos. A mudança no sistema de seleção, no entanto, tornou a disputa mais acirrada, sendo que 645 das 3.340 vagas da Universidade Estadual de Campinas estarão disponíveis pelo Enem. Com a novidade, os candidatos vão perceber maior concorrência nos principais cursos. Em medicina, por exemplo, passou de 278,9 vestibulandos por vaga para 330, uma alta de 18,27%. Na média, a relação passou de 25,1 no ano passado para 29,5 este ano. A tabela completa pode ser conferida na página da Comissão Permanente para o Vestibular da Unicamp (Comvest). Veja os cursos mais concorridos Unicamp 2019: Relação candidato x vaga Maior disputa é benéfica Coordenador executivo da Comvest, José Alves de Freitas Neto vê a maior disputa como benéfica para a instituição. "Todas as vezes que temos um processo mais competitivo, em tese, temos resultados melhores para a universidade". Sobre a redução de inscritos, Neto atribui os números a dois fatores: mudança no sistema de seleção e persistência da crise econômica. "Em outras universidades que aderiram ao Sisu [Sistema de Seleção Unificada], houve uma certa retração [nos inscritos]. Os candidatos tentam entender um pouco mais o sistema, como se acomodam esses dados", analisa. Para o coordenador, no entanto, o número de inscritos ficou acima da expectativa, que era de 73 mil candidatos. "Surpreendente foi o crescimento muito alto do ano passado." Provas Os locais de prova da 1ª fase serão divulgados no dia 26 de outubro pela comissão de vestibulares. Curitiba (PR) e Salvador (BA) terão aplicação do exame a partir deste ano, e a Unicamp avalia como "bastante positivo" o número de inscritos nestas capitais. Foram 1.065 em Curitiba e 1.119 na cidade baiana. As demais capitais com provas são Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Fortaleza (CE) e São Paulo (SP). No estado de São Paulo o vestibular será aplicado em Araçatuba, Bauru, Botucatu, Bragança Paulista, Campinas, Franca, Guaratinguetá, Guarulhos, Indaiatuba, Jundiaí, Limeira, Marília, Mogi das Cruzes, Mogi Guaçu, Osasco, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santo André, Santos, São Bernardo do Campo, São Carlos, São João da Boa Vista, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo, Sorocaba, Sumaré e Valinhos. Em relação ao Enem, as inscrições para o edital ocorrerão de 15 de outubro a 14 de novembro, e poderão ser feitas pelo site da Comvest. A opção também pode ser uma porta de entrada por quem vai prestar o vestibular pelo processo tradicional e fez a prova do Enem. A taxa de inscrição para esse público será de R$ 15. Já os que vão tentar a Unicamp somente via Enem deverão pagar R$ 30. Candidatos ao vestibular da Unicamp 2018 fazem a prova em Campinas Priscilla Geremias/G1 Inclusão social Os percentuais de inclusão entre os candidatos inscritos para o Vestibular 2019 ficaram próximos dos números do ano passado. Oriundos da rede pública passaram de 30,7% para 30,9%. Autodeclarados pretos e pardos eram 22,4% e este ano são 21,8%. Os vestibulandos que optaram pelas cotas são 12%. É o primeiro ano que a Unicamp oferece a opção de cotas para pretos e pardos. Calendário do Vestibular 2019 da Unicamp Veja mais notícias da região no G1 Campinas