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    Notificação extrajudicial foi entregue aos estudantes e registrada em cartório. Ocupação completou duas semanas nesta quinta. Trecho da notificação extrajudicial entregue pela UnB aos ocupantes da reitoria UnB/Reprodução A Universidade de Brasília (UnB) estabeleceu prazo máximo até as 23h59 desta quinta-feira (26) para que os estudantes desfaçam a ocupação no prédio da reitoria, iniciada há 14 dias. O documento foi protocolado em cartório. A notificação extrajudicial não informa o que será feito em caso de descumprimento da ordem. O G1 aguarda retorno do gabinete da reitora Márcia Abrahão sobre o tema, e tenta contato com representantes da ocupação. O documento foi protocolado em cartório, e é assinado pela reitora Márcia Abrahão. A versão digital divulgada pela própria UnB exibe os carimbos do 1º Ofício de Títulos e Documentos de Brasília (veja acima). Segundo a universidade, a notificação "tem o objetivo de ser uma prova incontestável de que o movimento tomou o conhecimento da demanda pela desocupação imediata do prédio". Na prática, o documento tenta respaldar o eventual acionamento da polícia para desinterditar o edifício. O que diz o documento? Na notificação, a reitoria da UnB afirma que, desde o início da ocupação no último dia 12, tem "envidado todos os esforços para promover um diálogo transparente com os integrantes do movimento". "Nesse período, foram emitidos comunicados, realizadas mesas públicas e reuniões de negociação com o movimento de ocupação, nas quais a Administração não se furtou a demonstrar quais são os limites de sua atuação, seja em razão da ausência de competência para deliberar sobre as sucessivas reivindicações do movimento, seja por absoluta falta de meios", diz a UnB. Documento protocolado pela UnB dá prazo máximo até as 23h59 para desocupação da reitoria UnB/Divulgação O documento afirma que as negociações devem ocorrer "pelas vias democráticas e institucionais, assegurada a continuidade do serviço público". Na notificação, a UnB também repete os danos que, segundo a reitoria, podem ser gerados pela falta de acesso aos computadores. A lista, divulgada na última segunda (23), inclui atraso nos pagamentos de salários e bolsas, no atendimento de demandas judiciais e no pagamento de tarifas alfandegárias à Receita Federal – ligadas à importação de produtos e equipamentos importados. UnB aponta risco a pagamentos e pede fim de ocupação da reitoria; alunos negam Na segunda, a UnB também descartou o acordo de "não penalização" assinado anteriormente, e informou que os estudantes da ocupação poderiam responder a processos administrativos. No dia 16, a reitora Márcia Abrahão tinha firmado compromisso de não punir alunos ou servidores por participarem do movimento. Protesto e confusão No fim da manhã, um protesto de estudantes da UnB em frente ao Ministério da Educação terminou em corre-corre, tiros de balas de borracha e bombas de gás, após um conflito com a Polícia Militar. Quatro alunos foram detidos, levados à 5ª Delegacia de Polícia e liberados. Polícia Militar e estudantes da UnB entram em confronto na Esplanada; vídeo Manifestantes da Universidade de Brasília enfileirados na via de acesso ao Ministério da Educação, em frente à cavalaria da Polícia Militar Luiza Garonce/G1 Entre os objetos apreendidos pela PM, estavam um canivete, uma faca pequena de cozinha, duas tesouras, casacos, sprays, uma garrafa de vinagre, leite de magnésia, lenços e um soro fisiológico. A Polícia Civil não permitiu que os estudantes e os itens fossem fotografados pelo G1. A reportagem testemunhou o momento em que os estudantes estavam enfileirados, com máscaras e placas de madeira, na via de acesso ao ministério, a cerca de 20 metros de distância da tropa de choque da PM. Os alunos cantavam em coro que os policiais estavam "do lado errado" quando um militar lançou uma bomba na calçada. Histórico É a segunda vez neste mês que os alunos da UnB e a PM se desentendem na Esplanada dos Ministérios. No dia 10, três alunos foram detidos – um por desacato, um por dano ao prédio e outro por pichação. Manifestantes foram agredidos, policiais militares usaram spray de pimenta, uma vidraça do MEC foi estilhaçada e as seis faixas do Eixo Monumental, sentido Rodoviária, foram fechadas. A reitoria da UnB está ocupada desde o último dia 12 por cerca de 500 alunos que protestam contra a crise financeira que a universidade enfrenta. O grupo afirmou que a queda no orçamento foi causada, entre outras razões, pela PEC 55, que limita os gastos federais à inflação do ano anterior. Leia mais notícias sobre a região no G1 DF.
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    Alunos desenvolveram pulseira e aplicativo que monitora temperatura corporal e quantidade de água que idoso deve ingerir; equipe retorna nesta quinta-feira (26) ao Brasil. Equipe de alunos do Sesi de Americana (SP) desenvolveu projeto de pulseira e app que monitora quantidade de água que idosos devem ingerir. Vinícius Hirose/Sesi-SP/Divulgação Garantir que idosos em asilos bebam a quantidade necessária de água. Esse é o objetivo do projeto da equipe de alunos do Sesi de Americana (SP), campeã da First Lego League World Festival, campeonato mundial de robótica realizado em Houston, nos Estados Unidos, no último fim de semana. O tema da competição foi "Hidrodinâmica". A equipe volta ao Brasil nesta quinta-feira (26). "Foram dias intensos de treino lá na nossa cidade [Americana]. A gente chegou a treinar dez horas por dia, inclusive de finais de semana. E foi muito bom ser reconhecida por tudo isso, saber que tudo valeu a pena. A gente abriu mão de muitas coisas para isso", conta a aluna Bianca Araújo Marcelo, de 17 anos. Os alunos desenvolveram uma pulseira que funciona em conjunto com um aplicativo para monitorar a quantidade de água ingerida por idosos em asilos. Ao todo, 108 equipes de 43 países participaram da competição. Os estudantes que apresentaram projetos têm entre 9 e 18 anos. "Foi uma experiência incrível pra todos nós e foi muito gratificante. O torneio foi incrível", completa a estudante. Equipe de Red Rabbit, do Sesi de Americana (SP), retornou ao Brasil nesta quinta-feira (26). Vinícius Hirose/Sesi-SP/Divulgação Segundo o professor Denis Rodrigo Santana, analista de suporte em informática e técnico do time, foi a primeira vez que uma equipe brasileira venceu esse campeonato, trazendo um troféu e reconhecimento para casa. "A hora que saiu o resultado final foi inacreditável, principalmente porque é a 1ª vez que o Brasil ganha essa competição. É um resultado inédito. Foi muita emoção mesmo", conta o Santana. O professor também disse que essa foi a segunda vez que a "Red Rabbit", nome dado ao grupo do Sesi de Americana, participou da competição. "É um reconhecimento impressionante. Nesse torneio, só participam os times que foram melhores classificados nos torneios nacionais", explica o professor Mário Eugênio, coordenador geral do Programa de Robótica do Sesi-SP. Outra equipe, do Sesi de Jundiaí (SP), também foi para o pódio do campeonato. Chamada de Jedi's, o time é composto inteiramente por alunas e levou o título de vice-campeã da competição, junto com outra equipe norte-americana. De acordo com professor Eugênio, o projeto das meninas tinha como tema aproveitamento de água na agricultura. Pulseira e app: como funcionam A pulseira faz o monitoramento da temperatura corporal do usuário. Isso porque, quanto mais alta a temperatura da pessoa, maior seu nível de desidratação. Dessa forma, sempre que a temperatura do corpo do idoso se elevar, a pulseira "avisa" o software, que emite um alerta para o programa dizendo que o usuário precisa se hidratar. Além do aviso, o aplicativo define a quantidade de água que o idoso deve tomar durante o dia e recomenda os intervalos de tempo para isso. O software, que funciona tanto em computador quanto em celular, monitora a quantidade de água ingerida e registra a temperatura corporal. "O programa vai indicar para o próprio idoso, ou para um cuidador, que essa pessoa está desidratando e precisa ingerir água", explica o professor Mário Eugênio. Segundo informações do projeto, esse tipo de monitoramento é necessário porque os idosos têm uma percepção limitada da falta de água em seu corpo. Isso leva a outro problema: a desidratação, que é uma das principais causas de internação de pessoas de idade avançada. Equipe de alunos do Sesi de Americana (SP) vence campeonato mundial de robótica nos EUA. Vinícius Hirose/Sesi-SP/Divulgação Experiência e reconhecimento A equipe de Americana é composta por dez integrantes: oito alunos, um técnico e uma mentora. O G1 conversou com três integrantes e um ponto foi consenso entre eles: depois de muito trabalho duro, a conquista e o reconhecimento fazem tudo valer a pena. "Foi muita correria e muitos treinos. Foram várias horas e vários dias treinando. Tudo para chegar nesse resultado. No final tudo deu certo, ainda bem. Nosso trabalho foi reconhecido e a gente fica muito feliz", conta Matheus Jorge Rosa, de 15 anos. Veja a composição da equipe, abaixo: Edvania Guimarães de Carvalho - diretora do Sesi de Americana e mentora Denis Rodrigo Santana - analista de suporte em informática e técnico Bianca Araújo Marcelo Ana Yukari Tsutsumi Rafaela Chiareli Cardozo Greta Isabella de Freitas Tiosso Luísa Beatriz Bozelli Matheus Jorge Rosa Luigi Fagundes Kuhnrich Thomas Belisário Reis Andrade de Moraes O campeonato A First Lego League integra o World Festival, considerada a Copa do Mundo da robótica. A cada ano, a edição traz um tema geral para que as equipes desenvolvam projetos de robótica e pesquisa. O tema deste ano foi água e o próximo já foi definido: espaço sideral. "Eles puxam esses temas que é para a molecada realmente 'sair da caixinha' ", comenta o professor Eugênio. A First é uma ONG norte-americana criada no MIT (Massachusetts Institute of Technology). Ainda de acordo com o professor Eugênio, o torneio de robótica visa prestar serviço para a sociedade e proporcionar oportunidades de pesquisa para os alunos. * Sob a supervisão de Patrícia Teixeira Veja mais notícias da região no G1 Campinas